quarta-feira, 22 de outubro de 2008

"Tentando engolir as tragédias da tela"


Li uma boa reflexão feita por uma jornalista de um site feminino, Adilia Belotti, sobre o sequestro ocorrido em Santo André, que terminou a com a morte da refém, a adolescente Eloá.

A autora aborda vários pontos com os quais concordo, em especial, quando coloca que o fato ocorrido não está tão longe de nós, pelo fato de ter se passado "do outro lado da tela".

Quando entramos nos meandres mais humanos e sócio-culturais do caso, nos deparamos e identificamos questões comuns ao nosso "infinito particular" (como cantou Marisa Monte).

Deveríamos então nos preocupar com algumas questões em torno desta tragédia. Fica aqui a minha sugestão.

Menina MA



Obs.: A imagem é do site Delas ig: foto da jornalista Adilia Belotti. Gosto muito dos textos desta colunista.

4 comentários:

Menina F disse...

Não acompanhei o sequestro pela televisão, apenas li alguns matérias na Folha.
Mas o que eu percebo que é a menina está se tornando um novo símbolo/ uma heroína para a sua geração. Em muitos perfis do orkut, de jovens como ela, lê-se "LUTO" em referência a essa pessoa, que se tornou celebridade, mais uma Big Brother. Realmente parece que a mídia (não só a televisão, mas a tecnologia) tem contribuido para uma mistura entre o público e o privado. Me pergunto onde estão com a cabeça esses pais que postam as fotos dos seus filhos nas posições mais invasivas possíveis no orkut, etc.

Menina MA disse...

Adoraria poder discutir ou publicar no blog algo mais específico sobre o orkut. É uma tecnologia nova; cria uma linguagem e uma possibilidade de identidades fantasiosas, para todas as idades, sem falar na tal exposição. Quase todos nós temos uma experiência ou ouvimos falar de alguma, muito invasiva (privado/público) ou que tiveram consequencias sérias.

adilia disse...

Maria Ana, obrigada pela visita e por ter colocado meu artigo no seu blog. Fiquei surpresa! Seu blog é gostoso de ler, adorei a história dos imãs e a frase, me parece tem a ver com esse momento em que parece que a "falação" e a exposição excessiva fazem as pessoas perderem a medida do cuidado que todos devemos tomar com "todas as meninas"... Continue falando, refletindo, compartilhando idéias e preocupações, acredito, depois de tantos anos como jornalista de internet, que esse é o espaço mais democrático do mundo, uma ferramenta poderosa que estamos apenas aprendendo ainda a usar. Um abraço muito carinhoso para você. Adília Belotti

Menina MA disse...

Olha que bacana o que essa tecnologia pode também nos proporcionar! (Gratas surpresas!)Pode promover diálogos e encontros sequer imaginados, com pessoas com as quais nos identificamos ou simpatizamos tanto sem ao menos conhecer.
Eu é que agradeço desta vez a visita, Adilia. Pena que o mundo virtual não nos possibilite oferecer ao menos um cafezinho - o que seria um prazer, da minha parte (e faria a internet ter muito mais graça).rs
Sinta-se em casa! Aqui você também poderia ser uma das "meninas".
Até porque...
Pego emprestado uma estrofe da música do saudoso Gonzaguinha,para lhe prestar uma pequena homenagem.

" Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho"

Você também deve ser "esta mulher que é uma MENINA que colheu seu fruto flor do seu carinho".

Um abraço carinhoso.

Menina(e mulher!)MA