sábado, 17 de outubro de 2009

caronas online!

www.bigoo.com.br


O bigoo é parte do dialeto recifense e quer dizer: carona!

Meu primo Davi e seus amigos, todos formados em Ciência da Computação da UFPE -, tiveram uma ideia genial: criaram um site de ofertas e aceitação de caronas !

O caroneiro e o que oferece carona tem que fazer um prévio cadatramento. Com isso há segurança, uma vez que você pode limitar a oferta de caronas apenas para seus amigos, para os amigos de seus amigos. Mas se quiser, a oferta poderá ser pública.

Leiam a reportagem no Diário de Pernambuco, http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/09/29/urbana9_0.asp

Leiam também a excelente matéria nesse blog http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meio_ambiente/?p=4215

Bigoo é um iniciativa simples que pode melhor a mobilidade nas nossas cidades.

Acessem www.bigoo.com.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Risada


Minha amiga ficou comigo na minha casa por uns dias. Fizemos tudo juntas: acordar na mesma hora; sincronizar o banho para não congestinar o dia; ela fazia almoço, eu lava as vasilhas; dormir na mesma hora e assim por diante. Foi tão bom ter sua presença. Essa amiga ri de tudo e ri alto. É engraçado: vê-la rir dá vontade de rir. A gente se pergunta: ela é mesmo feliz ou uma "boba-alegre" como se diz lá em Minas? Além disso me pergunto mais: por que eu não rio assim? Por que não cultivei a gargalhada frouxa, o falar "baboseira", falar da vida alheia, assistir novela das 6? Quando ela foi embora, fiquei triste, muito triste e sozinha. Sua presença preenchia a casa e era como um remédio para a minha solidão crônica. Preciso rir mais, mas preciso de gente ao meu lado: rir sozinha é coisa de doido solitário.

Incongruências da vida



Já tem um tempo que queria parar e escrever sobre algumas indiossincrasias que o viver acomete com a gente.
Ouvimos tantos ditados como “Deus escreve certo por linhas tortas” e outros afins a esta percepção bem humana da vida, mas nunca eles conseguem substituir as cores que os eventos trazem para estas quase conclusões da experiência que é viver.

O dia que você veste a camisola digna de uma “noite de núpcias” e melhor ela lhe cai, por exemplo, é aquele em que você está sozinha se namorando no quarto, com um bom livro na mão, uma música gostosa tocando e um espelho a lhe felicitar o olhar.

Você recebe aquela rosa vermelha, pelas mãos de uma amiga, em uma visita corriqueira no meio de uma terça-feira... E você de alguma forma intuía um encontro com a tal flor neste dia, pois o amor havia invadido sua pele, suas entranhas e tudo mais. E o causador desse sutil estado, sequer imaginou uma materialização tão bela da natureza para você.
O seu mais novo amigo pode vir a comer merecidamente o macarrão feito à mão com carinho, para um amor que pouco lhe correspondeu com o estômago ou órgãos afins.

A palavra amiga esperada, nem sempre corresponde ao que o coração pedia ouvir; mas o cérebro pega no tranco, quando falta ao coração, e te repatria a consciência sobre o que precisaria escutar.
Ou quem sabe a palavra mal colocada carregou toda a importância de um silêncio necessário?

É levando um fora carinhoso e terno que você pode ter a chance de redescobrir o amor, pelo impedido amor. Quem sabe começando bem um final, você reinicia poderosamente uma história de amores na vida?

Enfim... não nunca terá fim, estas incongruências . Parecem peças escritas infinitamente para serem mais ou menos bem ou mal interpretadas pela gente.

domingo, 9 de agosto de 2009

Aniversário


Vai chegando o aniversário da gente e vem vindo um monte de lembranças e balanços, mesmo que não queiramos.

Fiz uma arrumação no quarto, nas coisas, nas fotos, nos guardados, nos engavetados e esquecidos.

Joguei fora, aproveitei, coloquei e recoloquei no lugar; fiz algumas inovações.

Revi fotos e reli muita coisa íntima. Cartões, cartas, bilhetes...

Chorei, sorri e revivi coisas guardadas na alma também.

Mas, em especial, queria relatar o reencontro com um presente que ganhei no último aniversário que foi muito importante para mim. Aqueles presentes bem diferentes e, por isso, especiais.

Era uma espécie de um espelho. Uma carta que me descrevia muito bem (e os defeitos estavam incluídos, cuidadosamente rs).

Acho que a amiga, que confeccionou o presente inspirador, não pôde entender como esse "espelho" foi e continua sendo valioso.

Foi como um flash, uma fotografia de relance, mas que pegou um close que foi fundo, e me trouxe de algum lugar ali, de presente para mim.

E continua sendo uma imagem na qual me vejo sob vários aspectos, como um bom espelho.

Agradeceria à ela ainda agora, passado quase um ano, na véspera de uma outra "data querida".


terça-feira, 28 de julho de 2009

Resgates importantes!



Hoje foi um dia importante.
Resolvi finalmente resgatar minha bicicleta que estava sequestrada na garagem do prédio de uns amigos que nem mais lá moravam.
Demorei mais de um mês para conseguir o intento. Precisei chamar o "reboque" e ela foi direto para o hospital ou UTI das bicicletas, pois precisava de uma revisão geral com direito a troca de fios enferrujados e faxina.
Foi um ato importante. Eu, na infância, elegi este brinquedo de adulto como meu principal entretenimento. Ensinei meus irmãos a andarem sem rodinhas - e olha que nem era a mais velha. Eu me orgulhava muito disto!
Sei que não vai ficar baratinho a sua recuperação, mas é que ela é quase uma parte minha. Minha volta à infância, aos sentimentos de liberdade, autonomia e prazer (principalmente quando o ventinho batia no rosto).
Realmente necessitamos resgatar algumas coisas na vida. Reformá-las, cuidar delas, protegê-las do esquecimento. Não seria um esquecimento de nós mesmos?
Voltei mais feliz, depois de uma longa caminhada com direito a bolha no tornozelo. E olha que o dia não estava lá prometendo estas coisas, pela noite passada.
Hoje foi um dia de resgate intenso mesmo; das coisas avariadas, estragadas ou esquecidas ao léu.
Lembrei-me agora de outra coisa que, no caminho de volta do resgate, precisei buscar também.
Tinha deixado um óculos de sol (o meu único óculos de sol) para uma análise na loja de sua compra. Ele já tinha se descascado nas pernas e ainda assim, deixei ele comigo; mas caiu e quebrou uma delas ao meio. E, esse aí, não teve jeito.
Deram-me a oportunidade de escolher outro. Novo modelo... outra cor... desing diferente.
Engraçado que nem cogitei mais ficar com meu velho amigo (agora me dou conta), mas escolhi demoradamente o próximo que me acompanhará sempre, pela sua unicidade.
E renovei, então, escolhendo um azul, para dar cor e alegria, ou mais humor à minha vida.
No mais... resgates com ou sem conserto, são sempre importantes.
E quando sem conserto, resta uma oportunidade para uma nova história.

Menina MA




quinta-feira, 11 de junho de 2009

Spaghetti!


Gostaria de começar o texto assim...
(como vários textos cheios de pleonasmos tão comuns, que são um tanto rechaçados pelos amigos da dita "boa escrita", mas nem sempre pela poesia)
"Somente poucos momentos..." (como este que vou relatar agora)
... podem trazer uma certa paz camuflada de esperança, que vem da possibilidade de ver a beleza nas coisas mais que simples, cotidianas e pouco inusitadas, da vida.
Hoje vi minha sobrinha, que faz dez meses hoje, (outra repetição! ops) comer spaghetti ao molho de tomate e queijo, feito pela mamãe, com suas próprias mãos. (pleonasmo!)
Não, "feito gente grande", mas feito uma experiência de artista, daquelas bem pós-modernas, que aparecem em instalações de bienais de arte em São Paulo. rs
Bem... os gestos, os olhares dela para aquele macarrão com molho subindo e se alongando em suas mãozinhas; o ato de colocar na boca quase tudo e ir cuspindo, chupando e sorrindo, numa concentração primorosa, faziam dela - aos olhos de tia - uma artista.
Apreciar esta "arte" dela dá uma dimensão para as descobertas que saímos fazendo pela vida e, porque não dizer, derrama um molho todo especial no coração de uma tia.
Bom apetite!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Ser e seu Existir

Começando com um título assim, lembro-me do Heidegger. Sim, ele já me foi apresentado rapidamente, há um ou dois anos atrás, de uma maneira eficiente. Por mais complexa que pareça ser a sua filosofia, ela vai num ponto interessante da nossa passagem por aqui: o existir/dasein. (Numa tradução filosófica de boteco.)
Se esta "passagem" é longa, breve, intensa ou um marasmo, deve-se um tanto ao que ele bondosamente nos tentou dizer em palavras, mas que foi desistindo ao tentar finalizar, por não mais tê-las para uma melhor definição.
Disse somente, interpretando aqui, com minhas pobres palavras, que ser e existir não são necessariamente a mesma coisa.
Existir seria uma espécie de entendimento do que é sentir estar vivo; uma percepção em movimento; um mergulho num emaranhado de plenitude, mesmo que momentâneo.
Em suma, existir traz a sensação de se estar vivo. (O tal "dasein" dele, da grande obra inacabada "O Ser e o Tempo")
E a linguagem que melhor expressa a experiência deste conceito/sentimento talvez seja mesmo a poesia, como diria o próprio pensador.

Um acidente aéreo como o de hoje, onde se vão de uma só vez, 228 pessoas que viviam ou existiam, no sentido mais filosófico da palavra, provaca-me este mergulho na imensidão dos sentidos perdidos.
Porquê? Como? Para quê? De que maneira?
Um acidente como esse parece ser a prova de que a vida literalmente acontece... Ela é puro acontecimento!
O abrir e fechar das cortinas de um palco, sem direito à muitos ensaios, nem a garantia de grandes atuações ou aplausos calorosos.
O diferencial a que nos caberia (pobres mortais)? O que nos faria ser menos submissos aos desígnios e fatalidades?
Talvez, seja existir... (Heideggernianamente falando.)

Para conhecer um pouquinho do filósofo que cito, sendo-lhe, com certeza, um tanto infiel, com a minha vã filosofia...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Heidegger

domingo, 24 de maio de 2009

"Só pra ser especial"



Hoje acordei e entrei na rede, antes de tomar café...
Dei de cara com alguma reportagem sobre a Mallu Magalhães, uma música e compositora, teen, que quase todo mundo já ouviu falar... até eu mesma.
(E se não ouviram ainda, eu aqui, vos apresento, agora)
Fui bisbilhotar algo sobre ela, porque ainda não tinha ouvido uma só de suas canções. Ela foi um desses sucessos que se fizeram pela internet, mostrando que esse espaço virtual pode ser mesmo tão interessante e democrático.
Virei fã dela quase no ato. Por várias coisas... mas, principalmente por sua aparente sensibilidade, doçura, originalidade e talento. (Todo o conjunto do seu jeitinho, mesmo).
E fiquei com vontade de ter um Ipod; virar contemporânea dela... (como todos esses meninos e meninas que circulam com essas coisas no ouvido, pelas ruas.)
"Só para ter as músicas dela ao ouvido", de vez em quando... e sentir o prazer e o desprazer de ser da sua geração, de estar começando a virar adulto, nesse mundo de hoje.
Ela tem metade dos meus anos já vividos e sente muita coisa igual a mim.
Esta música, em especial, bateu forte.

Vanguart
Composição: Mallu Magalhães
Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho,
Se eu não fosse assim tão tristonho,
Não seria assim tão normal.
Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz,
Levantasse o meu astral...
7 dias vão e, eu nem fui ver.
7 dias tão fáceis de se envolver.
Ah, se eu tivesse fotografado,
Se eu tivesse me integrado,
Ao mundo sobrenatural.
Aaaah, eu seguiria o realejo.
Desenharia o que eu vejo,
No meu cereal.
30 dias do mês que ficou pra trás...
E eu sou só mais um desses meros tão mortais.
Mas, Ah, se eu fizesse alguma diferença,
Se eu curasse alguma doença,
Com uma força genial...
Ah, Ah, Ah, Oh,
Ah, eu cantaria pra fazer sorriso,
Eu perderia o meu juízo,
Só pra ser especial.
7 dias vão, não! eu não fui ver.
São 7 dias tão fáceis de se envolver.
30 dias do mês que ficou pra trás...
Mas eu sou só mais um desses meros tão mortais.
Mas ah, se eu fizesse alguma diferença,
Se eu curasse alguma doença, com uma força genial.
Aaaah, eu cantaria pra fazer sorriso,
Eu perderia o meu juízo,
Só pra ser especial.

Podem ir lá no My Space dela ouvir suas composições e releituras de músicos que ela gosta.
http://www.myspace.com/mallumagalhaes
E no youtube tem vários clipes, inclusive, oficiais, como esse aqui, da primeira música de sucesso dela na internet.
http://www.youtube.com/watch?v=-6BNin_x_74&feature=related
Você pode ouvir a música acima neste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=Eeuo3zD7g3c&feature=related

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Domestic Bliss...


Depois das abominações domésticas, nada melhor que pensar tudo aquilo que faz "o lar ser o melhor lugar do mundo"...
Eu amo com todo o meu ser:

Banho quente depois de chuva fria

Cama com lençóis recém-trocados

Comidinha da mamãe

Quitutes da vovó

Cinema com pipoca em tarde de Domingo chuvoso

Colo de mãe

Paparico de Madrinha

Rede na varanda

Dormir abraçadinho

Acordar com um beijo

Café da manhã na cama

Café da tarde com pão de queijo quentinho

Dividir brigadeiro de colher com uma amiga

Bolo de chocolate quente
...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Bar ruim é lindo, bicho.


Um amigo recente, depois de um bom papo e causos engraçados sobre os costumes e maneirismos da (nossa) classe média abobada, lembrou-se de um texto que tinha recebido de outros amigos, que falava exatamente do que estávamos tentando descrever, mas que descrevia com primazia o assunto.

Eis que está aqui o tal texto (corrente) e eu "me surrei de tanto rir" porque passei por situação muito parecida com o descrito no texto.

Vale à pena ler. Vocês vão acabar apontando o dedo para si ou para outrem, bem próximo. rs
Lá vai...

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
"Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim.Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas.Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider.Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico.E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem.Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo.Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato.
Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

A imagem já está com a fonte impressa. Não vou fazer propaganda. rs

Abominações Domésticas






Eu odeio com todo o meu ser:

Requeijão de copo com migalhas de bolo ou pão

Lixo de pia molhado

Deixar comida vencer na geladeira

Jogar lixo reciclável na lixeira comum

Xixi na tampa do vaso sanitário

Arruinar o suco por causa de uma laranja estragada

Cheiro de esgoto na cozinha de casa

Acúmulo de cabelo no ralo do chuveiro

terça-feira, 28 de abril de 2009

Homônimas



Hoje retornei à minha alegria de escrever.
Hoje que estou triste, magoada, chateada. Sabe aqueles dias em que dá vontade de descobrir quem você é? Parece que "alguém" anda lhe enganando, escondendo-lhe quem você, de fato, poderia ser, para ser, então.
De repente, você poderia ou deveria ser outra pessoa e não esta - a que se tornou.
Fui vagar pelas ruas virtuais da noite (chuvia muito lá fora para qualquer outro tipo de passeio) e fui "me pesquisar" para ver se me encontrava.
Tive, contanto, um certo medo de ver algo de que não gostasse.
E lá estava eu fazendo aquela coisa surreal, que acabamos fazendo quando pensar não faz mais sentido algum ou quando não há mais porque raciocinar sobre um sentido qualquer para qualquer coisa.
Lá estava eu pesquisando o meu próprio nome (ou o meu nome próprio) num site de busca.
E no meio desta busca encontrei algo interessante, que prendeu minha atenção: duas homônimas!
Como tenho um nome composto e numa combinação nada comum, acrescentei somente mais um sobrenome e pronto: Portugal poderia ser a minha pátria... Que descoberta!
Lá estavam elas... bem vivas. Vivendo outras vidas que não eram a minha. E tão diferentes, quanto interessantes.
Basta pensar que existe uma rapariga portuguesa com quase o mesmo nome e idade (que eu), que é cantora de fado! e já gravou seu primeiro disco solo.
Bacana... Para hoje, então, sua persona me emprestaria um moleton, bem confortável e quentinho.
A outra, mais experiente e estudiosa - pelo que parece - possui não só meu nome composto, como meu primeiro sobrenome e se tornou uma doutora nas ciências.
Bem, disto, hoje, não teria muita inveja dela (agradaria-me mais ser uma "cantora de fado", como a minha outra "outra").
Mas, ela é uma bióloga! e em sua pesquisa virtual consta um congresso de ornintologia.
E não é, então, que ela poderia ter escolhido passar a vida a estudar pássaros?
Aí, tudo mudou de figura e voou para algo bem mais apaixonante...
Senti alguma inveja dela, também.
No mais, depois de toda esta incursão com outras e em outras possibilidades de vida, só me restou mesmo ir em direção à cama ("que é lugar quente", como o tal moleton).
E, quando me dou conta da cena, vejo a minha pequena coleção de artefatos sentimentais amontoados na cabeceira, por causa da chuva.
(Tive que retirá-los de perto da janela, se não, molhavam).
Eles pareciam olhar para mim, querendo me consolar... O cordão de corações verdes e acolchoados, o casal de namoradeiros em miniatura, o sapo de porcelana azul trazido do México, por um amigo... Até o abajur com sua luz amarela parecia sentir ali, por mim, alguma compaixão.
Senti-me a própria Amélie Poulain com seus duendezinhos companheiros.
Ai, derreti...



. A imagem linda é a tela de Pablo Picasso, Mulher ao Espelho, de 1932.
. Ouçam o fado da minha homônima aqui http://www.youtube.com/watch?v=gV9_6A1Qv9I&feature=related . Vale pena escutar Nome de Mar.
. E quem ainda não viu "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", filme francês dirigido por Jean-Pierre Jeunet em 2001, não pode perder a chance.
Menina MA (que não é tão má)

sexta-feira, 27 de março de 2009

A poesia que não nos deixa morrer





Foto de Fernanda Freire
Para ver mais: http://www.flickr.com/photos/fefreire


Venho escrevendo alguns poeminhas, diálogos da alma, conversas comigo mesma.
Arrumando o armário, tirando os guardados, encontrei este aqui, de agosto de 2005.

Sertaneja

Logo o tempo passa ligeiro
Apruma as folhas do pé de pau

Comer doce para tomar água
bem muita farinha de mandioca
cuzcuz com leite de gado

Nunca confiei em noite sem lua
Meus beijos secos de boca salgada

"Eita, que a tapioca hoje tá salgada"

Me dá da doce
Adocica minha consciência
minha vergonha despida
meu medo de ser mulher

domingo, 15 de março de 2009

Meu pezinho, meu pezinho... Vou comer, vou comer... pra ficar fortinha... E crescer! Rs



quarta-feira, 4 de março de 2009

Ressaca de Carnaval!


... Ou, mais polidamente, reflexões pós-Carnaval

Ao telefone com uma amiga de longe, vou narrando o Carnaval, as crônicas de uma figura já cansada das firulas carnavalescas.
Vou sendo tão tragicômica na narração que a amiga aos risos (de algo que nem eu sei se achava mais uma comédia) me aconselhava a escrever. “Você tem que escrever isto!" kkkk
Acho que ela estava rindo era de mim mesmo, do meu tom de voz, meio desconsolado; já meio desapegado, analítico e tragicômico, sobretudo.
Bem, passamos ao cumprimento do trato feito (com ela.)
Dizia à ela que o Carnaval é mesmo o arquétipo perfeito da imagem do pierrô. Metade alegre, felizinho da vida; metade triste, morococho.
Que todo mundo se apronta e se diverte à sua maneira, mas não damos conta sempre de compartilhar as mesmas expectativas carnavalescas (ou as nossas neuroses, sendo mais direta)
Eu mesma... gosto muito de falar coisas que nunca falaria, se não estivesse fantasiada; de conversar com pessoas completamente desconhecidas no meio do caminho, ou dentro do bloco. O que seria mais divertido do que pular Carnaval com desconhecidos irmanados na fantasia de se despir da nossa “velha” persona de todo dia? Acabo com quase toda a vergonha, aproveitando-me da situação que a minha nova personagem criou. Rs
Esse é o meu barato! Minha válvula de escape tupiniquim. É algo completamente lúdico (tentando falar bonito outra vez).
O carnaval é muito importante. Importantíssimo! Só não consigo levar muito à sério. Não consigo me estressar com compromissos de Carnaval, mas me impaciento com quem se estressa e não gosta do sabor do improviso. (Esse é justamente o meu outro lado do pierrô : ( )

Carnaval é o momento de uma certa ausência de lei; onde é permitido não funcionar tão bem, ou pelo menos, não levar os erros banais à sério. É o momento da inversão saudável de valores. A festa onde o pobre pode virar rei e rainha; o machão uma mulher assanhada; a santinha, uma prostituta, etc. (Posso até citar fontes antropológicas, para os que necessitam delas... Roberto Da Matta, como alguns de nós sabem, trata disso num livro clássico da Antropologia brasileira, “Carnavais, Malandros e Heróis”; que eu mesma tive que fichar.)
Mas, voltando mesmo às vacas frias, com o meu próprio “sentido sem direção” sobre o Carnaval... (citação inspirada numa pichação de rua, numa encruzilhada, em Santa Teresa).
Simplesmente acho que não há como prever muitas coisas durante o Carnaval.
O bloco vai sair mais cedo ou vai atrasar... Vai marcar de manhã e sair à tarde, ou vice-versa - como aconteceu com um dos meus preferidos este ano.
Você marcou de encontrar os amigos do outro lado da cidade... e tem um bloco no meio do caminho da vã que você já arriscou pegar porque é Carnaval e os ônibus vão demorar. Só que o motorista da vã faz o caminho que quer e, às vezes, isto dá zebra. (Isto aconteceu comigo também, acreditem).
É melhor, então, sintonizar outra estação e colecionar pérolas que ouve no meio do engarrafamento. Um carinha insistindo sorridentemente, na proposta indecorosa de te beijar pela janela da vã.
“Vou beijar-te agora, não me leve à mal, hoje é Carnaval!”
A senhora meio tonta fazendo convites libidinosos e engraçados aos mocinhos que entravam no veículo.
Bem, e é assim mesmo que pode surgir um novo bloco: “Tô no bloco da vã apertada e presa no engarrafamento!”, como dizia um rapaz ao celular para algum folião que o esperava pela cidade à fora.
E o Carnaval mesmo - e o melhor do Carnaval - se faz deste improviso, na minha modesta opinião. rs
Do atraso... quando meus amigos não puderam me esperar tomar café, é que pude conhecer uma foliã engraçadíssima, a Leila, super paramentada, e com certeza (àquela hora da manhã) indo para o mesmo bloco que eu. Isto foi o suficiente para racharmos um táxi para o mesmo destino e no caminho, ela me dar altas dicas de blocos e fantasias interessantes que ela já improvisou. Isto sim é que é foliã de verdade!
Agora, coisa mais importante ainda é refletir sobre os sapos e príncipes encantados carnavalescos...
É que eles aparecem de maneiras bem diferentes do que em quase todos os outros contos de fada! Rsrsrsrs
Talvez, você o encontre voltando pra casa, depois de tomar um banho de mangueira no bloco e de desmanchar toda a sua carregada maquiagem.
Ele, vindo em direção oposta a sua, meio destrambelhado e descabelado - vestido de palhaço, claro - e sem remediar, meio tonto; pisa, então, no seu pé e o acerta em cheio.
Sendo um cara lá no fundo bacana e já tendo brincado com todas as garotas que encontrou pela frente; vai poder fazer juras de amor ao seus pés. Se bobear, vai beijar o seu pé (sujo) e declamar que nunca viu uma "chapeuzinho vermelho" tão bonitinha. (E você jurando que fez todo esforço do mundo para se fantasiar de cigana.) Hehehe
Isto não é ultrarromântico?!
(Olha o que a reforma ortográfica fez com esta palavra! Não, não fui eu, sozinha.)
Então, o Carnaval é propedêutico: ensina a gente a relativizar! (Aula de Antropologia para foliões iniciantes.)
Você pode sair muito bem acompanhada(o) para um bloco, com os seus melhores amigos foliões e, de repente, dar-se conta de que pulou o bloco inteiro sozinha (sem eles) e se divertiu muito.
Se perder, no Carnaval, é se encontrar!
No mais... as marchinhas vão começando a diminuir o ritmo e ajudando a gente a engatar a primeira para o ano de trabalho e desafios a que nos propomos.
Final da apuração...
Óculos de sol perdido
Uma febre terçã
Dores no corpo
Rosto quase descascando
E o ganho de uma ressaca que deve ser eliminada da cabeça por uma amnésia quase que desconhecida...
Porque ano que vem tem mais!
E faço minhas as palavras que Chico Buarque lindamente compôs: “ tô me guardando pra quando o Carnaval chegar” .

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Rainha do mar, do mar azul... Eu vou pro mar..."



“Não há mal que o mar não possa curar,
não há pedido que Iemanjá não possa atender.”

"Dia 2 de fevereiro... "
Fiquei com vontade de contar uma história, dessas que contam sobre as bonitas sincronias da vida.
Quem nunca teve uma para contar?
No dia 2 de fevereiro, eu me vi, de repente, em uma casa, bem perto do mar... acertando minha vida para ir morar por lá.
Saí de lá, de biquini por baixo, direto para um mergulho nele. Como evitar dar um mergulho, depois de um bom tempo de resguardo dele? E, ainda por cima, dando-se conta que aquele era o dia consagrado a Iemanjá, sua rainha?!
Fui lá me oferecer, oferecer minha moradia, agradecer àquela imensa imensidão do mar.
Nos meus últimos encontros especiais com o mar... um encontro de conversas, segredos, pedidos e agradecimentos... eu me via cantando aquela música, que eu conheci na voz da Marisa Monte.
"Mar, misterioso mar, oh... Que vem do horizonte... "
"Ela mora no mar, ela brinca na areia... No balanço das ondas, a paz ela semeia."
E das últimas vezes foi assim... era colocar o pé na água e vinha vindo aquele som, do inconsciente.
Uma espécie de agrado, "uma oferenda", à Iemanjá.

Eis que ontem, quando cheguei lá, quase noite, para tomar meu banho de mar lunar. Nada tocou dentro de mim.
Quando fui adentrando àquela água já escura pela falta da luz solar, eis que a cantora lá do bloco, do seu trio elétrico, inciou a canção...
"Ela mora no mar... ela brinca na areia... no balanço das ondas, a paz ela semeia..."
Mar, misterioso mar... oh...
E, enquanto estou escrevendo aqui, um CD toca. Um CD com músicas variadas que ganhei e ainda não pude ouvir.
Enquanto escrevo, começa a tocar "Arrastão", na voz da Elis Regina.
(Sem comentários rs)
"Ei meu irmão, me tráz Iemanjá pra mim!"
Sincronias...
Quem já não teve as suas???
Menina MA

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Caderninho vermelho

Ontem, à noite, ganhei de presente um caderninho pintado de guache vermelho na capa. Todo confeccionado por duas mãozinhas pequenas, de uma menina risonha e sapeca que já mora no meu coração, a Maria, minha xará.
Ela mesma fez este caderninho tão bonitinho e tão bem feitinho (sinto que muitos podem se incomodar com os meu diminutivos, mas é algo fora ao meu controle).
O fato é que Maria Clara acertou em cheio no presente sem aniversário ou motivação maior, mas na data certa. E ela nem sabia como gosto de cadernos pequeninos, com capas bonitas, para anotações pequenas, àquelas do coração. Tenho sempre um na bolsa, para momentos furtivos, como esse, quando bate a inspiração. Sim, como já disse aqui, temos que saber respirar... E sem se inspirar... Como fazer? rs
Então, ganhei esse caderno ontem, que me foi tomado das mãos algumas vezes, para alguns retoques de perfeição. Ela trouxe régua e lápis e traçou linhas nas folhas brancas, todas. E me disse que a tinta era fresca e que precisava de um tempo ainda para secar. Respeitei todas as recomendações.
Sabe o que me deu vontade de fazer com ele quando o vi aqui em casa na manhã deste domingo fresquinho? Escrever sobre esta garotinha.
E começou a sair letras bem assim, sobre as folhinhas do caderno...

"Este caderninho especial foi a Maria Clara que me deu. Ela o fez com o maior carinho. Pintou ele de vermelho na capa e traçou linhas muito fortes para que eu desenhasse palavras nele.
Maria Clara é uma menina linda, doce. Morena jambo igual a mim. Ela é carinhosa e gosta de sorrir.
Ela gosta de fazer bijouterias para as pessoas de quem ela gosta. Ela também faz cartinhas recheadas com flor dentro do envelope.
A Maria gosta de vestir roupas nas bonecas dela; dar mamadeira, trocar fraldinha e colocar os bebezinhos para dormir.
Gosta, também, esta menina sapeca, de fazer cosquinhas e de rir sem parar, às gargalhadas, como uma bruxinha com poderes mágicos no riso. ( He, he, he... Hi, hi, hi..) Parece até que ela consegue transformar tudo a sua volta quando dá sua risada... " E é assim que foi saindo esta histórinha que ainda não teve fim.
Que volta à infância a Maria nos tráz de presente! Será que existiria algo mais bacana com o que se presentear?!
: ) : ) : o : o : ( : / rsrsrsrs hehehe kkkkk
Menina MA
(Perdendo o medo do ridículo)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Um Valentine para o dia do Amor


Dia do amor... Dia de São Valentim: 14 de fevereiro.
Dizem que é comum a quem comemora esta data, fazer um ou mais valentines (cartões) para presentear namorados, amigos e pessoas da família.
Como adoro cartas, cartões e afins...
Este dia não fazia parte do meu calendário, até porque, como todos nós sabemos, o famoso dia de comemoração do amor, aqui no Brasil, é o dia 12 de junho, "Dia dos namorados", véspera do dia de Santo Antônio.
Confesso que sempre achei esse dia egoísta, de um certo mau gosto com as pessoas excluídas do amor de eros na tal data. Desde o raiar do sol até o anoitecer ou, principalmente ao anoitecer, os solteiros e azarados com eros nao tinham muita paz.

Foi num certo dia 14 de fevereiro, há exatamente 7 anos atrás, porém... que, colocando as malas no carro de uma amiga, de mudança para a cidade maravilhosa, descobri esta data no calendário de minha agenda.
Sentindo-me um tanto sozinha, numa casa, num bairro e numa cidade em que mal conhecia ninguém... fui escrever algo na agenda, quando pude me dar o prazer da minha importante companhia. E eis que estava lá escrito, neste mesmo dia... Dia do Amor. (O que me trouxe bons presságios e boas energias.)
A partir daí, fui me informar melhor e, assim como o dia de ação de Graças americano, achei de bem, incluí-lo na lembrança de datas à comemorar.
Até porque tinha mesmo o que comemorar junto com esta data.
Fui saber também que o dia dedicado ao Amor, ou o famoso "Valentines'day", era uma data mais aberta à comemoração dos vários tipos de amor; não só os venusianos, mas também os mais uranianos ou aquarianos - universais e solidários, para os mais entendidos em astrologia. rs
Aqui estou eu, sete anos depois... um tanto diferente do Brad Pitt. Sete anos no Rio ou sete aos no Tibet, não daria para traçar tantas comparações - apesar de ter recém descoberto o meu ashram por aqui. rs
E colho os amores que a vida nesta cidade me proporcionou. Alguns de eros, outros de irmandade mesmo. Acabo sendo mais uma devota, portanto, deste santo rebelde, subversivo e apaixonado.
Viva São Valentim! Santo que foi decaptado neste dia, porque sendo padre, negou-se a obeceder a ordem do imperador de Roma, de não realizar mais casamentos dos seus soldados... neste dia que foi dedicado à sua vida e dedicado ao amor (e ao comércio! Mas, não vou tocar neste assunto para não diminuir o romantismo da data).
Histórias de santos são realmente interessantes, acreditando ou não nos sobrehumanos poderes destas fuguras, quase sempre tão humanas.)
No mais, mais amor... Muito amor!
Menina MA
Para saber mais sobre a história de São Valentim http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Valentim

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Indicamos: Blog

Uma dica para quem quiser conferir um blog recheado poesia, astrologia e amor...

ASTROLOGIA VIVA -
O blog do VIVASTRO

http://vivastro.blogspot.com/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cabo Branco Unido pela Lixeira



João Pessoa é uma cidade linda.
Pela manhã, fecham a Avenida Cabo Branco – a beira mar – do bairro que tem metro quadrado mais caro da cidade. Na avenida, o pessoal anda, corre, pedala. Pois, sim.
E não é que uma barraca de praia, muito solicitamente, colocou uma mesa na avenida com um garrafão de água mineral, copos de plástico e vejam: um baldinho de gelo (!) - para refrescar o calor, que ás 7 horas da manhã já está forte.
Reparem que o pessoal da barraca não colocou nenhuma lixeira para depositar os copos usados. O cidadão bem observador poderia me lembrar que há lixeiras a cada poste no calçadão, assim, mais ou menos, a cada de 10 metros há uma lixeira de cor vermelha (bem visível).
Mas, o leitor vai se espantar quando eu disser o que vejo pela manhã quando saio a caminhar pela bela orla de João Pessoa. Pessoas de bem, mulheres da sociedade, colunáveis; homens bem sucedidos, de negócio lucrativo, param rapidamente para pegar um copo de água, levam o copo na mão e fazem o que? Se deliciam com a água benta (claro) e jogam o copo na rua! Alguns disfarçam: colocam no capô de algum carro parado, gentilmente depositam no meio-fio, ou (acreditem, eu vi!) tentam enfiar o danado no motor de bugues estacionados. E há os que nem disfarçam...
Ah, como eu queria que este pessoal do bem lesse este depoimento e passasse a zelar pela beleza da cidade onde moram.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Austrália - o filme


Austrália

Good good. O filme é bom, sobretudo por que faz refletir. Impossível não comparar o Brasil e a Austrália, duas colonizações, duas ideologias.

O pequeno “creamy”, traduzido como “café-com-leite”, na versão legendada no Brasil, nem de longe de depara com os dilemas dos mulatinhos brasileiros, filhos de nativas negras com homens brancos ingleses. Ele é só, nem é negro, nem é branco. Por isso, não tem povo, vive entre dois mundos, sem pertencer a nenhum deles. Quer um exemplo: no cinema local, só entra branco, preto e oriental – os filhos mestiços da colonização não podem entrar. No Brasil, diferentemente, o negro é que era colocado de lado, o mulato sempre foi nossa maior riqueza. Afinal, o mulato já representava meio caminho na direção do ideal do branqueamento.

No filme, o homem é homem mesmo. A mulher é mulher mesmo. Nada de troca de papéis ou posições sociais. O homem é valente, corajoso, forte, mas um covarde emocial, tem medo de compromisso, foge deliberadamente da mulher e do filho. A mulher, mesmo infértil, é antes de tudo mãe. Mãe de filhos que não gerou, mãe de uma terra que não é sua. A maternidade abranca tudo ao seu lado e vai transformando campos áridos em paisagens férteis, como a chuva.

Ah, a chuva! A primeira chuva da estação, o ciclo da natureza na mudança radical da paisagem, me faz pensar no sertão paraibano. É como aqui: nas primeiras chuvas, o povo se põe a cantar e dançar deixando-se molhar pela chuva sagrada; a paisagem cinza toma cor e os mais diversos tons de verde aparecem para celebrar a alegria da estação chuvosa. É flor, é pássaro, é, sem dúvida, tempo de acasalamento.

Bem, para aqueles que não conseguem passar sem crítica aí vai: a luz do filme é um tanto irreal, deve ter sido o objetivo do diretor, mas é estranho, nítido demais, os tons do entardecer são bonitos demais. Claro que tem cliclês, filme deste porte e que concorre ao Oscar tem que ter. É longo e cansa, principalmente, os homens homens, como o Vaqueiro bonitão (Hugh Jackman).

Elenco: Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham, Bryan Brown, Jack Thompson, e o garoto aborígene Brandon Walters, de 12 anos.

Direção: Baz Luhrmann


sábado, 31 de janeiro de 2009

Bicicleta para Todos



Vejam no Blog do Jamildo: Lula vai lançar o "Programa Bicicleta para Todos"

http://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2009/01/30/lula_vai_lancar_programa_bicicleta_para_todos_40237.php

Grande idéia, desde que venha associada com a construção e manutenção de ciclovias nas zonas urbanas.

Sozinha
















Preciso de gente. Estou sozinha levando a minha vida. Mas eu mesma assim escolhi. Queria ser independente. Correr meus riscos, desfrutar da graça de ter conseguido por mim mesma. Mas, ás vezes, o meu desejo é o mais infantil de todos. Deitar-me encolhidinha e pedir que uma mão poderosa me carregue e faça por mim o que tem que ser feito. Eu queria “alguém que me salvasse” – disse uma vez a uma tia muito sábia. Ela me disse que esta pessoa existia, que estava muito perto de mim, que era eu mesma. Daí, ao mesmo tempo em que entendi a solidão de ser gente, entendi também que para isso não há remédio. Não posso me abandonar, ninguém vai me segurar, carregar no colo, pegar a minha mão para atravessar a rua. Ou eu mesma arranjo o meu almoço ou não como. É assim. Não posso esperar que alguém vá tomar as decisões por mim. Esta pessoa não existe. Mas tem gente, e eu bem conheço, que passa a vida nas costas de outros. Ah que inveja. Quisera eu que alguém procurasse a minha moradia, resolvesse o pepino com a telefônica, levasse a impressora para consertar. Essas tantas pequenas coisas chatas que o cotidiano nos demanda. Ir ao mecânico, pagar propina na Manzuá, tratar com o síndico. Acho que me tornei mulher sem deixar de ser criança. Será isso uma característica comum ás mulheres: ficar a espera de um príncipe encantado, perfeito e majestoso? Aquele com o qual a vida passa macia, sem estresse e principalmente, sem as contas no fim do mês. Aquele sem o qual a vida é esse vale de lágrimas, lutas inglórias, chegadas sem sabor de vitória.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Saudades de algum lugar...


Barra de São Miguel

Maceió

Fazenda do Gunga

Carro Quebrado



Rio São Francisco

"... o Rio São Francisco vai bater no meio do mar..." ( Riacho do navio -Luíz Gozaga)


Alagoas com Sergipe

Nor
des
te

Bra
sil





Neste início de ano senti uma saudade imensa de um lugar que a rotina quase que me fez esquecer que fui.
Os ciclos, porém, nos trazem as lembranças de volta, tal como as ondas revolvem e devolvem o que um dia foi para o mar.

Senti uma saudade imensa de lugares que entraram na minha vida no início do ano passado... e, como se fizessem aniversário agora, voltaram em minha lembrança, um ano depois. Fui passar alguns dias com a família pelo litoral de Alagoas, no ano passado.

Foram visitas à lugares bonitos. Um mar generoso e manso. Água gostosa; coco barato. Uma cor de água que não dava vontade de parar de olhar. Um litoral desenhado por Deus ou outra criatura muito artística e de bom gosto.
Um deles, mais especial, acredito que tocou no âmago da alma de todos nós e tenho certeza de que foi um dos encontros com a natureza mais bonitos que já tive e vou ter (posso prever); a foz do rio São Francisco, que divide Alagoas e Sergipe.
O encontro de um rio com um mar... numa paisagem intocada e bela. Um momento de tanto respeito e harmonia que pudemos vivenciar; de um silêncio profundo e reverenciado pela alma.

Outras belezas...

Amei tudo e mais um pouco.
A praia e as falésias de Carro Quebrado, no litoral norte.
O balneário simpático e aconchegante da Barra de São Miguel.
A comida também simpática e farta do café das Irmãs Rocha ( e o visual lindo que tinha a casa de fazenda deste restaurante) e o da divertida Budega do Sertão, com suas atendentes vestidas à caráter, entretidas em suas fantasias; eram quase atrizes as meninas.
Uma experiência cultural, afetiva e gastronômica. Tudo muito delicioso!

Do outro lado... Em meio à miséria do trabalho árduo nos canaviais, que víamos pela estrada do litoral sul... e as casinhas de palafitas das "favelas" paupérrimas dos excluídos de Maceió e do interior das Alagoas, as rendas... As rendeiras trabalhando, tecendo a "beleza", das portas de suas casas.
(Lembra-me agora o lindo livro de Marina Colasanti, "A moça tecelã"; a moça que tecia seus sonhos, sua vida... e podia desalinhavar, desmanchar, e tercer tudo de novo).
Esse lugar tinha esta magia também, este potencial.
"Ole mulher rendeira... ole mulher renda. Tu me ensinas fazer renda..."
Deus, tu me explicas este Brasil?!
Menina MA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Tempo, tempo, mano, velho... falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio"


Sei que escrever um blog não é copiar e salvar. Acho que ando copiando para salvá-lo... do perigo de inanição. rs

Na verdade, inspirações vem e vão. Mas há épocas silenciosas. O silêncio poda palavras, versos, temas e inspirações. O silêncio acaba, por vezes, falando mais alto...
Mesmo quando ele fala mais alto algumas músicas e poesias continuam tocando ao fundo.
Esta que hoje ouvi é muito gostosa de cantar e fácil demais de se afeiçoar.
Ela canta o dilema do tempo que está em todo mundo, em toda parte e vai se arrastando com a gente, por toda vida.

Sobre O Tempo
Pato Fu
Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Tempo, tempo mano velho,
falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã
Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo
seja legal
Conto contigo
pela madrugada
Só me derrube no final.

Se quiserem ver o clipe do grupo mineiro, Pato Fu, no You Tube é só clicar em http://www.youtube.com/watch?v=OhfSkSda5TI

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Biológicas, exatas e desumanas" por Rosana Hermann

Em tempos em que preciso de um mergulho em leituras e outras escritas mais obrigatórias (e nem por isto desprazerozas) recebi este texto e achei interessante para colocar no blog.
Não conhecia esta jornalista, mas fiz uma pesquisa na net para me situar sobre suas coordenadas geográficas e achei interessante este desabafo dela.
Menina MA

BIOLÓGICAS, EXATAS E DESUMANAS
Rosana Hermann
Não terei tempo de procurar na rede o nome do culpado pela divisão das disciplinas de educação em três vertentes, mas de alguma forma o conhecimento formal ficou dividido em ciências biológicas, ciências exatas e ciências humanas. Acho lindo que tudo seja tratado de forma cientifica e organizada, mas temo que esta tripartição não tenha sido um bom negócio, especialmente hoje, vendo que duas pernas se desenvolveram e uma ficou atrofiada. O homem passeia em Marte com seu robô e envia imagens ao vivo, com exatidão tecnológicas surpreendente. Aqui na Terra, clonam-se seres vivos e as esperanças de cura se renovam com o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco. O tripé do conhecimento desenvolveu pernas longas e bem torneadas para as exatas e biológicas. Infelizmente, com o crescimento das outras duas, a terceira perninha, as ciências humanas, que incluem coisas como a filosofia e a ética, ficou ali, atrofiada e penduradinha como um bilauzinho no inverno polar. E isso, tem tudo a ver com a crise humana do mundo atual.
Estamos todos mais grotescos, mais rudes, mais estúpidos. Somos bem informados, mas nos tornamos ignorantes. Temos automóveis com GPS, mas dirigimos como trogloditas neuróticos. Viajamos pelo mundo inteiro, mas temos preguiça de procurar o baldinho de lixo para jogar o papelzinho da bala. A falta de finesse é geral. Isso tudo, se não for coisa do demo, se não for a prova definitiva de que o projeto 'ser humano' não deu certo, só pode ser atribuído à falta de atenção que demos às ciências humanas, justamente aquelas mais sutis, que não dependem de equações, que não se baseiam nas medições matemáticas e não podem ser testadas em laboratório.
O vórtice vicioso que nos suga ralo abaixo passa por todas as estatísticas de descaso com as disciplinas que podem desenvolver o refinamento das pessoas. Não existem empregos para filósofos, sociólogos, pedagogos, historiadores, cientistas sociais. E, por não ter mercado, os estudantes não optam por estas matérias na hora de fazer o vestibular. Como a procura é pouca, há poucos cursos e etc. e tal.
O que fazer? Bem, esta é uma resposta para as ciências humanas também. Quem tiver sobrevivido na área terá que formular as soluções para esta crise de humanidade que vivemos hoje. Não sei onde o flower power murchou, onde o amor livre foi preso ou como a vida em fazendas cooperativas se transformou nesse mar de prédios de escritórios neuróticos baseados na competição. Só sei que temos que voltar até a bifurcação onde tomamos a trilha errada. Nesta trilha, ansiedade e depressão nos matam, o estresse e a má alimentação engordam, a ira destrói toda nossa capacidade de sentir e amar.
Eu, lentamente, comecei a voltar. E adoraria contar com todas as pessoas de bem, os irmãos de fé, os companheiros de jornada, os camaradas de ideologia, os humanos de coração, para um grande encontro de volta naquele velho ponto da bifurcação. Onde um dia, alguém colocou uma flor no cano de uma carabina.Humanos, uni-vos.
Rosana Hermann

Glossário
Vórtice (ou vórtex) é um escoamento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. São movimentos espirais ao redor de um centro de rotação.
Ele surge devido a diferença de pressão de duas regiões vizinhas. Quando isso ocorre o fluido tende a equilibrar o sistema e flui para esta região mudando, eventualmente, a direção original do escoamento e, com isso, gera vorticidade.
Exemplo: efeito do movimento de uma colher para misturar o açúcar.

Flower Power (Força das Flores) foi um slogan usado pelos hippies dos anos 60 até o começo dos anos 70 como um símbolo da ideologia da não-violência e de repúdio à Guerra do Vietnã.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O sorriso de Doralice*



Sei que não é muito legal plagiar ou traçar paralelos sem uma base comum, mas há momentos que isto nos transpassa .
Eu, que não gosto mais muito, de expor a intimidade e pessoalidade da minha vida particular a não ser no jogo da expressão, venho doar neste momento uma coisa íntima e bela. Uma obra de arte que me desculpem os apreciadores de Da Vinci, ultrapassa a beleza do sorriso pintado no seu quadro mais famoso- considerado a obra de arte mais valiosa do mundo, segundo li agora à pouco na internet.
Mas esta pintura não teria poderes suficientes para causar o que um sorriso como este – que se repete a cada manhã, ao acordar - pode nos oferecer. : )
Um sorriso oposto à tímida expressão da Mona Lisa.

*Esse é o codinome da sobrinha da Menina MA

"Saúde"


Queria ter deixado uma música da Rita Lee e do Roberto de Carvalho de mensagem de Ano Novo, mas acabei deixando... pra lá.

E de lá ela voltou aqui e agora, de novo, para eu ter que dedilhá-la novamente.

O nome dela é ...

"Saúde"
Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!
Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!"
Fonte: Uma página bacana com tudo da Cantora e seu maridão. Dicografia, músicas, vídeos, fotos. Vale à pena olhar. http://www.ritalee.com.br

Sumiço das letras... Férias das palavras... Inspirações


Sumiço das letras... férias das palavras... Espero ter um (re)encontro com as inspirações.
As inspirações... Elas que são tão necessárias... em tempos onde a gente não respira mais direito, como diz a professora de Yoga.
Acho que por isso, voltei a praticar Yoga. Inspirar e Expirar é fundamental!
Minha “madre superiora” pediu para que eu não tirasse férias nas férias... nesse tempo absurdamente ocioso chamado de férias. (Porque será?).Acho que é porque ela me ama muito. Ela quer muito o meu bem... e quer que eu faça os meus votos para o noviciado tão rápido quanto possível... Nas palavras dela “no início do semestre” (coisa que ninguém merece fazer tão cedo).
Acho que ela diz isto para me assustar um pouco. Eu pareço (devo parecer) um tanto quanto sonsa, lerda, devagar... Ah, e isto eu sou mesmo. Uma apaixonada pela lentidão. Não sei se por causa de uma rebeldia nata ou simplesmente pelo ato prepotente ou arrogante de querer dar o tempo do meu compasso. No final das contas quem dança sou eu... em qualquer dos sentidos que esta palavra possa vir a soar.
Mas chega a ser engraçado e triste esse descompasso do mundo... entre pessoas que deveriam tentar marcar um compasso juntas, para terem "a honra de uma dança" (como se dizia antigamente). Não. Cada uma canta uma canção diferente e não quer nem pensar em ouvir a que toca do outro lado. Ao contrário, isto é um motivo para aumentar o som e cantarolar mais alto – sem que corram os sérios riscos de se depararem com outras melodias.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Uma nova coleção...


Comecei, quase que sem perceber, a colecionar também "jogo americano" de alguns restaurantes e lanchonetes. Não precisam ficar preocupados com o fato porque não virei, de repente, uma assaltante especializada em estabelecimentos alimentícios. O que levo para casa são apenas aqueles papéis descartáveis que ficam debaixo dos pratos e copos.

Alguns desses estabelecimentos fazem disto algo instrutivo ou decorativo, artístico mesmo. Comecei com algumas fotos do Rio Antigo, do Mofo (um bar do Flamengo, no Rio); depois achei engraçadinho e interessante um outro com desenhos e informações nutricionais sobre frutas de uma pequena rede de lanchonetes... e achei necessário ter comigo. A última nova aquisição, meio engraçada, (embora, eu tenha ficado um pouco sem graça, com a publicização de tamanho interesse por um pedaço de papel destinado a ir para o lixo, após cumprir sua difícil missão de não deixar sujarem as mesas dos tais estabelecimentos) foi uma poesia de um projeto apoiado pela cafeteria onde eu desfrutava de um bom momento de compensação da semana. (E que compensação! O Caco Ciocler bem à minha frente, tomando também um cafezinho compensatório. Desculpem a tietagem, mas sou fã dele. E como poderia deixar de contar isto para vocês...)

Enfim, não resisti e trouxe para casa a belezura também (o papel - não o Caco Ciocler!), com a desculpa (para mim mesma) de que gostaria de colocá-la no blog.

Então, está posto.

Espero que apreciem esta cativante poesia da Camila. Não sei se seria falta de modéstia da minha parte, mas senti que ela poderia estar dedicando-a à mim também. Tentem só imaginar o porquê. rs Outros (as) tantos(as) também se identificarão, com certeza.


A amiga

Conheci uma menina
Que adora comer
Ela come doces e salgados
Frango assado com purê


Ela come, mas não é gorda
Também não é magra
Não entendo por que ela come
E depois fica sem graça.


Mas, enfim, ela é amiga
Amiga de se confiar.
Se você contar um segredo,
Pode ter certeza que ela não vai contar"

Camila Marinho - 12 anos


(Poesia finalista do V Festival Carioca de Poesias de 2004 - Poesia em Festa. Obras de crianças e jovens que participam de um projeto que visa "despertar e desenvolver talentos")

Maiores informações: http://www.irs.org.br/