segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Saudades de algum lugar...


Barra de São Miguel

Maceió

Fazenda do Gunga

Carro Quebrado



Rio São Francisco

"... o Rio São Francisco vai bater no meio do mar..." ( Riacho do navio -Luíz Gozaga)


Alagoas com Sergipe

Nor
des
te

Bra
sil





Neste início de ano senti uma saudade imensa de um lugar que a rotina quase que me fez esquecer que fui.
Os ciclos, porém, nos trazem as lembranças de volta, tal como as ondas revolvem e devolvem o que um dia foi para o mar.

Senti uma saudade imensa de lugares que entraram na minha vida no início do ano passado... e, como se fizessem aniversário agora, voltaram em minha lembrança, um ano depois. Fui passar alguns dias com a família pelo litoral de Alagoas, no ano passado.

Foram visitas à lugares bonitos. Um mar generoso e manso. Água gostosa; coco barato. Uma cor de água que não dava vontade de parar de olhar. Um litoral desenhado por Deus ou outra criatura muito artística e de bom gosto.
Um deles, mais especial, acredito que tocou no âmago da alma de todos nós e tenho certeza de que foi um dos encontros com a natureza mais bonitos que já tive e vou ter (posso prever); a foz do rio São Francisco, que divide Alagoas e Sergipe.
O encontro de um rio com um mar... numa paisagem intocada e bela. Um momento de tanto respeito e harmonia que pudemos vivenciar; de um silêncio profundo e reverenciado pela alma.

Outras belezas...

Amei tudo e mais um pouco.
A praia e as falésias de Carro Quebrado, no litoral norte.
O balneário simpático e aconchegante da Barra de São Miguel.
A comida também simpática e farta do café das Irmãs Rocha ( e o visual lindo que tinha a casa de fazenda deste restaurante) e o da divertida Budega do Sertão, com suas atendentes vestidas à caráter, entretidas em suas fantasias; eram quase atrizes as meninas.
Uma experiência cultural, afetiva e gastronômica. Tudo muito delicioso!

Do outro lado... Em meio à miséria do trabalho árduo nos canaviais, que víamos pela estrada do litoral sul... e as casinhas de palafitas das "favelas" paupérrimas dos excluídos de Maceió e do interior das Alagoas, as rendas... As rendeiras trabalhando, tecendo a "beleza", das portas de suas casas.
(Lembra-me agora o lindo livro de Marina Colasanti, "A moça tecelã"; a moça que tecia seus sonhos, sua vida... e podia desalinhavar, desmanchar, e tercer tudo de novo).
Esse lugar tinha esta magia também, este potencial.
"Ole mulher rendeira... ole mulher renda. Tu me ensinas fazer renda..."
Deus, tu me explicas este Brasil?!
Menina MA

3 comentários:

Nanda Fala... disse...

Algumas descrições são tão perfeitas que quando estamos diante do lugar pensamos: já vi esse lugar antes... foi num sonho?
Bjs querida!

César disse...

Olá! Sou Alagoano e moro em Maceió. Emocionei-me com suas palavras ao descrever tão lindamente alguns recantos do meu estado. Até qdo se referiu as mazelas foi gentilmente sutil...desculpe-me mas virei seu fã, e como diz aquele velho e tão surrado livro "pequeno príncipe": você é responsável por aquilo que cativa", e como possuidora deste blog tão lindo vc é mais do que responsável pelas emoções que eu senti ao ler ele. Parabéns e fique com Deus e volte sempre a Alagoas, estamos aqui esperando com os braços abertos e o coração recheado de carinho. César Leal
cesarleal.al@gmail.com

Menina MA disse...

Poxa César!
Eu que agradeço este comentário tão gentil.
Amei mesmo sua terra, de coração. E as mazelas, sem querer ser sutil, não conseguem esconder nem as belezas e muito menos o pontencial deste lugar cheio de riquezas,em meio à pobreza e o descaso do poder público.
Fico emocionada com este carinho cheio de mel do povo nordestino; não é atoa que tenho muitos amigos daí.
Adorei os "braços abertos" para voltar. E com certeza, este é um lugar o qual quero retornar.
Abraço fraterno

Obs. Como você conheceu o blog...