Ontem, à noite, ganhei de presente um caderninho pintado de guache vermelho na capa. Todo confeccionado por duas mãozinhas pequenas, de uma menina risonha e sapeca que já mora no meu coração, a Maria, minha xará.domingo, 15 de fevereiro de 2009
Caderninho vermelho
Ontem, à noite, ganhei de presente um caderninho pintado de guache vermelho na capa. Todo confeccionado por duas mãozinhas pequenas, de uma menina risonha e sapeca que já mora no meu coração, a Maria, minha xará.sábado, 14 de fevereiro de 2009
Um Valentine para o dia do Amor

Menina MA
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Indicamos: Blog
ASTROLOGIA VIVA -
O blog do VIVASTRO
http://vivastro.blogspot.com/
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Cabo Branco Unido pela Lixeira
Pela manhã, fecham a Avenida Cabo Branco – a beira mar – do bairro que tem metro quadrado mais caro da cidade. Na avenida, o pessoal anda, corre, pedala. Pois, sim.
E não é que uma barraca de praia, muito solicitamente, colocou uma mesa na avenida com um garrafão de água mineral, copos de plástico e vejam: um baldinho de gelo (!) - para refrescar o calor, que ás 7 horas da manhã já está forte.
Reparem que o pessoal da barraca não colocou nenhuma lixeira para depositar os copos usados. O cidadão bem observador poderia me lembrar que há lixeiras a cada poste no calçadão, assim, mais ou menos, a cada de 10 metros há uma lixeira de cor vermelha (bem visível).
Mas, o leitor vai se espantar quando eu disser o que vejo pela manhã quando saio a caminhar pela bela orla de João Pessoa. Pessoas de bem, mulheres da sociedade, colunáveis; homens bem sucedidos, de negócio lucrativo, param rapidamente para pegar um copo de água, levam o copo na mão e fazem o que? Se deliciam com a água benta (claro) e jogam o copo na rua! Alguns disfarçam: colocam no capô de algum carro parado, gentilmente depositam no meio-fio, ou (acreditem, eu vi!) tentam enfiar o danado no motor de bugues estacionados. E há os que nem disfarçam...
Ah, como eu queria que este pessoal do bem lesse este depoimento e passasse a zelar pela beleza da cidade onde moram.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Austrália - o filme
Austrália
Good good. O filme é bom, sobretudo por que faz refletir. Impossível não comparar o Brasil e a Austrália, duas colonizações, duas ideologias.
O pequeno “creamy”, traduzido como “café-com-leite”, na versão legendada no Brasil, nem de longe de depara com os dilemas dos mulatinhos brasileiros, filhos de nativas negras com homens brancos ingleses. Ele é só, nem é negro, nem é branco. Por isso, não tem povo, vive entre dois mundos, sem pertencer a nenhum deles. Quer um exemplo: no cinema local, só entra branco, preto e oriental – os filhos mestiços da colonização não podem entrar. No Brasil, diferentemente, o negro é que era colocado de lado, o mulato sempre foi nossa maior riqueza. Afinal, o mulato já representava meio caminho na direção do ideal do branqueamento.
No filme, o homem é homem mesmo. A mulher é mulher mesmo. Nada de troca de papéis ou posições sociais. O homem é valente, corajoso, forte, mas um covarde emocial, tem medo de compromisso, foge deliberadamente da mulher e do filho. A mulher, mesmo infértil, é antes de tudo mãe. Mãe de filhos que não gerou, mãe de uma terra que não é sua. A maternidade abranca tudo ao seu lado e vai transformando campos áridos em paisagens férteis, como a chuva.
Ah, a chuva! A primeira chuva da estação, o ciclo da natureza na mudança radical da paisagem, me faz pensar no sertão paraibano. É como aqui: nas primeiras chuvas, o povo se põe a cantar e dançar deixando-se molhar pela chuva sagrada; a paisagem cinza toma cor e os mais diversos tons de verde aparecem para celebrar a alegria da estação chuvosa. É flor, é pássaro, é, sem dúvida, tempo de acasalamento.
Bem, para aqueles que não conseguem passar sem crítica aí vai: a luz do filme é um tanto irreal, deve ter sido o objetivo do diretor, mas é estranho, nítido demais, os tons do entardecer são bonitos demais. Claro que tem cliclês, filme deste porte e que concorre ao Oscar tem que ter. É longo e cansa, principalmente, os homens homens, como o Vaqueiro bonitão (Hugh Jackman).
Elenco: Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham, Bryan Brown, Jack Thompson, e o garoto aborígene Brandon Walters, de 12 anos.
Direção: Baz Luhrmann
sábado, 31 de janeiro de 2009
Bicicleta para Todos
Sozinha
Preciso de gente. Estou sozinha levando a minha vida. Mas eu mesma assim escolhi. Queria ser independente. Correr meus riscos, desfrutar da graça de ter conseguido por mim mesma. Mas, ás vezes, o meu desejo é o mais infantil de todos. Deitar-me encolhidinha e pedir que uma mão poderosa me carregue e faça por mim o que tem que ser feito. Eu queria “alguém que me salvasse” – disse uma vez a uma tia muito sábia. Ela me disse que esta pessoa existia, que estava muito perto de mim, que era eu mesma. Daí, ao mesmo tempo em que entendi a solidão de ser gente, entendi também que para isso não há remédio. Não posso me abandonar, ninguém vai me segurar, carregar no colo, pegar a minha mão para atravessar a rua. Ou eu mesma arranjo o meu almoço ou não como. É assim. Não posso esperar que alguém vá tomar as decisões por mim. Esta pessoa não existe. Mas tem gente, e eu bem conheço, que passa a vida nas costas de outros. Ah que inveja. Quisera eu que alguém procurasse a minha moradia, resolvesse o pepino com a telefônica, levasse a impressora para consertar. Essas tantas pequenas coisas chatas que o cotidiano nos demanda. Ir ao mecânico, pagar propina na Manzuá, tratar com o síndico. Acho que me tornei mulher sem deixar de ser criança. Será isso uma característica comum ás mulheres: ficar a espera de um príncipe encantado, perfeito e majestoso? Aquele com o qual a vida passa macia, sem estresse e principalmente, sem as contas no fim do mês. Aquele sem o qual a vida é esse vale de lágrimas, lutas inglórias, chegadas sem sabor de vitória.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Saudades de algum lugar...

Barra de São Miguel
Maceió
Fazenda do Gunga
Carro Quebrado

Rio São Francisco
"... o Rio São Francisco vai bater no meio do mar..." ( Riacho do navio -Luíz Gozaga)
Alagoas com Sergipe

Nor
des
te
Bra
sil
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
"Tempo, tempo, mano, velho... falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio"

Pato Fu
Tempo, tempo mano velho,
Tempo amigo
seja legal
Conto contigo
pela madrugada
Só me derrube no final.
Se quiserem ver o clipe do grupo mineiro, Pato Fu, no You Tube é só clicar em http://www.youtube.com/watch?v=OhfSkSda5TI
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
"Biológicas, exatas e desumanas" por Rosana Hermann
Não conhecia esta jornalista, mas fiz uma pesquisa na net para me situar sobre suas coordenadas geográficas e achei interessante este desabafo dela.
Menina MA
BIOLÓGICAS, EXATAS E DESUMANAS
Rosana Hermann
Não terei tempo de procurar na rede o nome do culpado pela divisão das disciplinas de educação em três vertentes, mas de alguma forma o conhecimento formal ficou dividido em ciências biológicas, ciências exatas e ciências humanas. Acho lindo que tudo seja tratado de forma cientifica e organizada, mas temo que esta tripartição não tenha sido um bom negócio, especialmente hoje, vendo que duas pernas se desenvolveram e uma ficou atrofiada. O homem passeia em Marte com seu robô e envia imagens ao vivo, com exatidão tecnológicas surpreendente. Aqui na Terra, clonam-se seres vivos e as esperanças de cura se renovam com o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco. O tripé do conhecimento desenvolveu pernas longas e bem torneadas para as exatas e biológicas. Infelizmente, com o crescimento das outras duas, a terceira perninha, as ciências humanas, que incluem coisas como a filosofia e a ética, ficou ali, atrofiada e penduradinha como um bilauzinho no inverno polar. E isso, tem tudo a ver com a crise humana do mundo atual.
Estamos todos mais grotescos, mais rudes, mais estúpidos. Somos bem informados, mas nos tornamos ignorantes. Temos automóveis com GPS, mas dirigimos como trogloditas neuróticos. Viajamos pelo mundo inteiro, mas temos preguiça de procurar o baldinho de lixo para jogar o papelzinho da bala. A falta de finesse é geral. Isso tudo, se não for coisa do demo, se não for a prova definitiva de que o projeto 'ser humano' não deu certo, só pode ser atribuído à falta de atenção que demos às ciências humanas, justamente aquelas mais sutis, que não dependem de equações, que não se baseiam nas medições matemáticas e não podem ser testadas em laboratório.
O vórtice vicioso que nos suga ralo abaixo passa por todas as estatísticas de descaso com as disciplinas que podem desenvolver o refinamento das pessoas. Não existem empregos para filósofos, sociólogos, pedagogos, historiadores, cientistas sociais. E, por não ter mercado, os estudantes não optam por estas matérias na hora de fazer o vestibular. Como a procura é pouca, há poucos cursos e etc. e tal.
O que fazer? Bem, esta é uma resposta para as ciências humanas também. Quem tiver sobrevivido na área terá que formular as soluções para esta crise de humanidade que vivemos hoje. Não sei onde o flower power murchou, onde o amor livre foi preso ou como a vida em fazendas cooperativas se transformou nesse mar de prédios de escritórios neuróticos baseados na competição. Só sei que temos que voltar até a bifurcação onde tomamos a trilha errada. Nesta trilha, ansiedade e depressão nos matam, o estresse e a má alimentação engordam, a ira destrói toda nossa capacidade de sentir e amar.
Eu, lentamente, comecei a voltar. E adoraria contar com todas as pessoas de bem, os irmãos de fé, os companheiros de jornada, os camaradas de ideologia, os humanos de coração, para um grande encontro de volta naquele velho ponto da bifurcação. Onde um dia, alguém colocou uma flor no cano de uma carabina.Humanos, uni-vos.
Rosana Hermann
Glossário
Vórtice (ou vórtex) é um escoamento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. São movimentos espirais ao redor de um centro de rotação.
Ele surge devido a diferença de pressão de duas regiões vizinhas. Quando isso ocorre o fluido tende a equilibrar o sistema e flui para esta região mudando, eventualmente, a direção original do escoamento e, com isso, gera vorticidade.
Exemplo: efeito do movimento de uma colher para misturar o açúcar.
Flower Power (Força das Flores) foi um slogan usado pelos hippies dos anos 60 até o começo dos anos 70 como um símbolo da ideologia da não-violência e de repúdio à Guerra do Vietnã.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O sorriso de Doralice*
Sei que não é muito legal plagiar ou traçar paralelos sem uma base comum, mas há momentos que isto nos transpassa .
*Esse é o codinome da sobrinha da Menina MA
"Saúde"
O nome dela é ...
Me cansei de lero-lero
Como vai, tudo bem
Sumiço das letras... Férias das palavras... Inspirações

As inspirações... Elas que são tão necessárias... em tempos onde a gente não respira mais direito, como diz a professora de Yoga.
Acho que por isso, voltei a praticar Yoga. Inspirar e Expirar é fundamental!
Minha “madre superiora” pediu para que eu não tirasse férias nas férias... nesse tempo absurdamente ocioso chamado de férias. (Porque será?).Acho que é porque ela me ama muito. Ela quer muito o meu bem... e quer que eu faça os meus votos para o noviciado tão rápido quanto possível... Nas palavras dela “no início do semestre” (coisa que ninguém merece fazer tão cedo).
Acho que ela diz isto para me assustar um pouco. Eu pareço (devo parecer) um tanto quanto sonsa, lerda, devagar... Ah, e isto eu sou mesmo. Uma apaixonada pela lentidão. Não sei se por causa de uma rebeldia nata ou simplesmente pelo ato prepotente ou arrogante de querer dar o tempo do meu compasso. No final das contas quem dança sou eu... em qualquer dos sentidos que esta palavra possa vir a soar.
Mas chega a ser engraçado e triste esse descompasso do mundo... entre pessoas que deveriam tentar marcar um compasso juntas, para terem "a honra de uma dança" (como se dizia antigamente). Não. Cada uma canta uma canção diferente e não quer nem pensar em ouvir a que toca do outro lado. Ao contrário, isto é um motivo para aumentar o som e cantarolar mais alto – sem que corram os sérios riscos de se depararem com outras melodias.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Uma nova coleção...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Seu Zé ganhou na loteria

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Bolo de Chocolate para Vivi

"Encontro Anual das Amigas kkk"
2009: Ano Bom!
01/01/09 quinta-feira /Confraternização Universal
23/02/09 segunda-feira /Carnaval
24/02/09 terça-feira /Carnaval
10/04/09 sexta-feira /Paixão de Cristo
21/04/09 terça-feira /Tiradentes
01/05/09 sexta-feira /Dia do Trabalho
11/06/09 quinta-feira /Corpus Christi
07/09/09 segunda-feira /Independência do Brasil
12/10/09 segunda-feira /Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil
02/11/09 segunda-feira /Finados
15/11/09 domingo /Proclamação da República
20/11/09 sexta-feira /Zumbi/Consciência Negra
25/12/09 sexta-feira/ Natal
Pois é, serão 8 Feriados na Seg/Sex e 4 feriados nas terças e quintas.
Se a gente contar as emendas de Feriados, são mais 4, ou seja, 16 ao todo. Temos ainda 57 finais de semana, então são mais 114 dias (sábado e domingo). E se você tem direito a 1 mes de férias, então são mais 30 dias.
Se a gente somar tudo, são 160 dias de puro ócio. Então sobram exatamente 205 dias de atividade.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A mulher feia
Ela, a típica mulher "bucha de canhão", acompanhava entusiasmada uma cantiga que tem por maior mérito ridicularizar e desfazer da mulher feia, a tal da dona Gigi. Alguém poderia se perguntar: ela não se enxerga, não?
O que vi foi uma cena deprimente. Não era exatamente contra isso tudo (e mais alguma coisa) o trabalho da Regina Casé ? Contra preconceitos; mostrando o outro lado das favelas; abrindo clareiras nas selvas de pedras?
Repudio estas músicas com tanta veemência que estou muito interessada em ouvir uma opinião contrária, uma opinião que me mostre algo de positivo ou construtivo nestas músicas.
***
Será que esta imagem de mulher feia não quer dizer, simplesmente, mulher pobre? O que é "o lá dá uma gente tão feia", "ô povo feio"....
domingo, 30 de novembro de 2008
"E não nos deixeis cair em tentação..." (Comentários sobre o post "Ave Nilza cheia de graça")
O jantar no Brasil, Jean-Baptiste Debret.Seria rico se alguém mais pudesse contribuir e apresentar mais uma forma de "olhar", sentir ou pensar a questão.
Até porque não teríamos como encerrrá-la, penso eu.
Menina MA
Menina F disse...
Menina MA fala das relações entre domésticas e filhos/filhas de patroas que parecem bem típicas das relações sociais brasileiras. Será que isto tem raízes da Casa Grande, que como Gilberto Freyre fala, estava sempre cheia de escravos domésticos e seus filhos? E da relação amorosa entre a ama de leite e o senhorzinho, do ciúmes da senhora branca do mulher negra escrava com o senhor branco... Enfim.
29 de Novembro de 2008 12:39
Menina MA disse...
Quando escrevi este post e reli, sabia que poderia dar margem a vários outros comentários, interpretações... mesmo assim, quis arriscar abrir o coração e "rasgar o verbo" ou a "taioba", como se diz lá em Minas. Pois bem, é para isto que se serve a escrita ("se serve" mesmo, não foi erro de concordância). Isto é bom para desanuviarmos as idéias, dando um melhor acabamento a "obra", como bem nos ensina um grande filósofo da linguagem, Bakhtin.
Pensar esta nossa realidade é mesmo algo muito mais complexo e indeterminado, como Morin poderia dizer; tão mais além vão todas essas relações, valores, poderes e afetos... Há tanta subversão e sutileza escondidas também dentro da riqueza deste "cotidiano"; do vivido no dia a dia da atualidade e do passado, deste país. Há também um certo hibridismo nas formas de existir que é fruto de toda esta confluência cultural e conjuntural; que faz surgir também concepções inovadoras ou pelo menos pouco conformadas (mesmo que num movimento micro). Não tem como ser simples ou usar uma lógica compartimentada nestes assuntos, quando eles dizem respeito ao nosso mundo pessoal; não tem como ser politicamente correto porque soa, e seria, falso. Há sim, afetos, valores e concepções sendo criadas, questionadas e redimensionadas - sempre houve, acredito eu - porém, nunca numa dimensão tão revolucionária (pelo menos não, neste nosso país).
Mas, resumindo, e voltando ao cerne da questão inicial, não deixo de ser a "patroa" da Nilza (eu é que pago pelo trabalho contratado com ela... mesmo estando no vermelho) e também não deixo de gostar da companhia dela à mesa, somente porque gosto de bater papo com ela e construímos uma certa empatia recíproca - e por que não... (Não me sentindo, porém, mais bacana ou "cordial" por isto; não mesmo! Acho somente uma sorte poder não me sentir separada dela por um abismo infinito causado pela erosão de nossa desigualdade social e esta convivência ser de alguma forma, também, muito enriquecedora).
A diferença é que tendo alguma consciência disso tudo que foi dito acima; vivo no Brasil de hoje... num país onde ainda reina a desigualdade, o desemprego e a pobreza... o subemprego, a exploração de mão de obra (até mesmo escrava) e a miséria.
E sabendo (hoje) que não posso mudar tudo e inverter qualquer ordem neste país ou quiça no mundo, sozinha... descobri (dentro desta solidão) que posso começar a subverter algo no meu mundo interior; seja no mundinho do meu pequeno conjugado, da minha mente ou do meu coração. (rs)
E realmente não sei se há racismo ou "sujeição emocional"melhor... se seria o "à francesa" (mais frio e impessoal, talvez) ou o "à brasileira"(afetivo e caloroso até demais). Todos eles, na minha opinião, são péssimos "pratos" para se servir, quentes ou frios.
29 de Novembro de 2008 21:49
Orgasmos Múltiplos

Orgasmo múltiplo não é bicho de sete cabeças. Não precisa ser uma deusa sexual, nem ter um parceiro/a sensacional. Basta tentar! Tem gente que acha que orgasmo múltiplo é para atletas sexuais, praticantes de sexo tântrico e o escambau. Eu afirmo que não, do fundo da minha mais convencional vida sexual, posso afirmar: orgasmo múltiplo é para todo mundo! Não tem mistério e eu vou te contar, agora mesmo, como se faz!
Sabe quando você tem um orgasmo? O que acontece depois? Você pará, relaxa, curte a delícia da sensação? De hoje em diante, não pare! Continue. Dê asas à imaginação se estiver sozinha e, se acompanhada, peça mais! Daí, tchum! Garantido: orgasmo múltiplo. O orgasmo que vem depois é diferente, mais intenso, até por que as partículas nervosas já estavam em “estado alterado de consciência”. Imagina com uma segunda carga nervosa!
Então, queridas, acho que, como o nome diz, não tem limite para o número de tentativas, o orgasmo pode realmente ser múltiplo. E não tem contra-indicação. Caso vocês se aventurem, com êxito ou não, nada mais generoso que nos contar... Aguardamos.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Para dar uma risadinha
Este texto é dos melhores registos de língua protuguesa que eu tenholido sobre a nossa digníssima "língua de Camões", a tal que tem famade ser pérfida, infiel ou traiçoeira.
Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade,subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados,reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ouassunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida oumorte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou juntaé a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmaradeste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, paradizer a mesma coisa? O candidato respondeu:- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nívelcultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é parapessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos queestão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nívelcultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, alideitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e "atira":
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto,circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico,alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer queo meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca(hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor memerece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seushaveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou irdireitinho (hic) à leviana da sua progenitora, à mundana da sua mãebiológica ou à puta que o pariu!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
"Ave Nilza cheia de graça..."

Nilza chega cedo e me acorda com a campainha (isto porque tive uma noite de sono interrompida pelo vizinho de cima, mais uma vez...). Ela chega e já me sacode com toda a sua presença; com aquela sua voz sonora e ritimada e um sotaque levemente carioca. Ela vem e seu modo animado e peculiar de falar traz uma energia de mudança, transformação... limpeza.
Então, esse espacinho aqui de casa se revoluciona. Fico impressionada com o tanto que ela faz; com a facilidade, rapidez e sutileza com que encontra coisas e coisas pra fazer e "mexer" num lugar tão pequeno. "E esta roupa aqui... Ih, ainda não consertou a máquina de lavar, não é... Olha, eu tirei aqueles seus papéis do cantinho e limpei porque estava juntando muita poeira." (E eu que tinha dito- por pura vergonha- que esse cantinho bagunçado com papéis não precisava limpar...)
Bem, Nilza chega e literalmente algo "acontece". Ela me "acorda"! Dá-me uma "sacodida"!
Sabe o que é ter alguém para te ajudar a cuidar de suas coisas mais íntimas e cotidianas; das suas desorganizações, dos seus desconsertos e "sujeiras". Ela acabou virando parte integrante do meu espaço, da minha vida, da mágica fórmula para o meu equilíbrio interior (e exterior).
Peguei-me pensando que em tão pouco tempo que a conheço, já me sinto bem apegada à sua pessoa. Ela também demonstra o "e vice-versa" disto, quando faz cara triste se eu ainda não tenho o dia certo para marcar "a próxima". Mas ela está mesmo precisando do trabalho; tem família pra criar. O que me contenta é que, às vezes, ela se empolga com nossos papos sobre comida, cozinha e estórias longas de quando começou a trabalhar em "casa de madame" e eu é que tenho que mandá-la embora para ela não perder a festa da igreja, para qual ensaiou o mês inteiro e fez até uniforme.
Nilza ama o que faz e tem orgulho disso. Ela brilha os olhos ao falar que o doutor gostou muito mais do seu gnochi que o da outra cozinheira da casa; fica prosa com os elogios da outra patroa ao embelezamento que dá em suas saladas e ressalta os conselhos que dá à irmã, sobre com qual frequência limpar os vidros das janelas. Ela explicando como gosta de decorar a salada, fazendo florzinhas com (como é mesmo que chama aquilo...) é bom demais de ouvir.
Não gosto muito da idéia de ter alguém para cuidar do trabalho de casa enquanto eu fico com os pés para cima e as mãos abanando; além do fato de a grana estar meio curta para isso. Só chamava bem de vez em quando, em épocas de aperto, quando não dava mais para aguentar. (Minha relação com as empregadas domésticas e faxineiras que trabalharam em minha família eram muito misturadas com amizade, afeto.... causando ciúmes`a minha mãe; e isto era um tanto problemático).
Sinto, porém, que não chamar a Nilza agora, pelo menos uma vez ao mês, é não ajudá-la a sustentar sua família e deixar de compartilhar meu lar com ela. Aqui também já é seu espaço; um pequeno espaço que nós duas cuidamos - cada uma à seu modo.
Amém. (Que assim seja.)
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Comentários de uma Menina "Descomportada" (ou com TPM)

Não sei se por já ser um tanto "descomportada" ou uma "sem paciência" com certas palavras ou expressões mal colocadas, e (ainda) estar com TPM...
Lendo a tal coluna e tendo estudado um pouco e convivido anos com pessoas que vivenciam questões como a diferença "racial" - e mais especificamente, a do negro em nosso país; não pude deixar de "deixar" um comentário nesta coluna. (O que raramente faço; apesar de não saber se vão mesmo publicá-lo.)
Bem, por via das dúvidas, vou "deixá-lo" aqui também, e não perder um espaço para o meu desabafo.
Leiam primeiro a coluna, se quiserem entender o meu incômodo; um tanto amplificado pela TPM http://delas.ig.com.br/comportamento/comporte_se/2008/11/08/michelle_obama_e_o_destino_do_onibus_de_montgomery_2102219.html
E posteriormente....
"Comentários como "mas a eleição de um negro para a Casa Branca atesta que a luta pela igualdade entre brancos e negros chegou ao fim" ou de que a "tolerância" seja um "valor máximo", deveriam, na minha opnião, ser colocados com maior cuidado em um texto que aborde questões raciais. Em primeiro lugar, porque uma luta tão ampla e sutil como a de quem vive a questão racial "na pele" não termina aí; com um fato histórico a mais. (Embora, adorasse que este conto de fadas "a la cinderela" virasse mesmo "abóbora".) E para finalizar (o que não tem bem um final...), "tolerância" é um valor médio; na verdade, mediano mesmo... desses que nos dão até um pouco de vergonha, mas que ainda são necessários num mundo dominado por valores tão etnocêntricos.
Menina MA (de TPM)
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
"A Majestade, o Sabiá"
Foto tirada pela Poena na Pousada do Vale (do tio Lédio e tia Nazaré) em Lumiar, durante um café da manhã "de roça" delicioso, no quintal deles.
sábado, 8 de novembro de 2008
O gato à solta

sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Fugindo da competição...
Conversando com uma amiga esses dias sobre um assunto sério que sempre que vem, invade, porque circunda nossas vidas, lembrei-me de um outro "achado"...Não é aquilo de "abrir a geladeira para pensar", como boa parte de nós fazemos e que nos acarreta culpa por ser algo caro e ultra anti-ecológico. rs
Vou é meditar com as frases de uma estadista indiana escritas num dos imãs da minha geladeira.
Menina MA
Indira Gandhi. http://www.congresssandesh.com/oct-2003/images/indira_gandhi.jpg.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
"Hoje é outro dia" como bem profetizou Mário Quintana
Acho que não podemos deixar passar "de liso" o momento histórico que estamos presenciando. A vitória do democrata Barack Obama para a presidência dos EUA (Ou, como gosto de brincar, para a presidência do mundo! Tal a influência na vida do restante do globo) simboliza uma mudança de paradigmas e o reforço da democracia; uma "fé" que já vinha "pra lá" de desacreditada como fonte para resolução de todos os males e males... Amém! 


